terça-feira, 9 de setembro de 2008

dos momentos de crise

A faca em minha cabeça, cheiro de morte cocaína... lençóis como meus cabelos desgrenhados. Esqueci de meu corpo! Na última olhada ele estava bem.
Raramente durmo sozinha. Ando satisfeita.
Deu para viver sem nenhuma previsão?
“- E para a região norte não temos qualquer previsão!”. Perguntem aos Pajés, árvores, animais, ou mesmo percebam na hora que a chuva chegar e que o sol se por!
Acabo de esmagar uma lesma. Corri para ver as bolhas que saem de seu corpo gosmento. É adorável a morte de uma lesma! O corpinho se retorce e saem dela espuminhas. Ela não reage as provocações de um graveto. Solta! Entrega-se para terra. Para de sentir-se visgo em meio a aridez da terra. Ela é árida também.


Delírio de facas, facões, espadas, estocadas na bainha do céu horizontal onde escrevi aquelas palavras de gosto doce de corantes artificiais. Rebentar de vez este céu azul triste de anjinhos gordos e estéreis. Roubar-lhes os arcos e flechas e esconder no escuro profundo da terra usando-os quando no convier.

Lesmari

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