terça-feira, 12 de julho de 2011
carta de lesma para o amor
Não sabendo bem o que quer a lesma embrenha-se na mata ... tenta detectar por tato, cheiro e devaneios...
Ainda insípida... sem inspiração... de peito sufocado... ela grita... Ela grita sem som... DESEJA qualidades ...
Seu corpo queima ... PRODUZIR LESMA... isso requer amoooooor
Sejamos absurdamente concretos ... o concreto demanda mascaras de oxigênio. saimos sem a mascara.
Uma parede vermelha, líquida, viscosa... pode ser sangue? lágrimas? mel?
agora SEM GARANTIAS
Se passa pela palavra pode ser fuga? (me de uma dica. Isso é um jogo?) JOGO DE PALAVRAS?
Estou abrigada num mundo de palavras lá dentro? Aquele vazio que não é descoberto pelos passantes?
Não olho no espelho para ver de onde eu falo? SIM, isso eu sei. Essa é a resposta, mas... SEMPRE TEM UM “MAS”! Você pode me dar um presente?
BEIJOS, lesmari
Ainda insípida... sem inspiração... de peito sufocado... ela grita... Ela grita sem som... DESEJA qualidades ...
Seu corpo queima ... PRODUZIR LESMA... isso requer amoooooor
Sejamos absurdamente concretos ... o concreto demanda mascaras de oxigênio. saimos sem a mascara.
Uma parede vermelha, líquida, viscosa... pode ser sangue? lágrimas? mel?
agora SEM GARANTIAS
Se passa pela palavra pode ser fuga? (me de uma dica. Isso é um jogo?) JOGO DE PALAVRAS?
Estou abrigada num mundo de palavras lá dentro? Aquele vazio que não é descoberto pelos passantes?
Não olho no espelho para ver de onde eu falo? SIM, isso eu sei. Essa é a resposta, mas... SEMPRE TEM UM “MAS”! Você pode me dar um presente?
BEIJOS, lesmari
domingo, 17 de abril de 2011
passagem
Agora sem essência ninguem corre dentro de mim. uma corrida infinita. aprendizagem que tive que sofrer na carne. dor que espremi pensando: sente! sente! sente!... até subir um calor,uma febre negra e intôxicada.
Estou mais forte sem dúvida. Agora tenho mais agora. Todo dia um pouco mais agora. Enxergo os clichês! E sinto/penso chega de vida a mesma. A vida não! UMA vida sim!. Essa de agora. Onde cravo meus dentes.
A culpa vem de mim ou da cruz?
Estou mais forte sem dúvida. Agora tenho mais agora. Todo dia um pouco mais agora. Enxergo os clichês! E sinto/penso chega de vida a mesma. A vida não! UMA vida sim!. Essa de agora. Onde cravo meus dentes.
A culpa vem de mim ou da cruz?
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
sobre viscosidade
A poesia está em tudo, até na viscosidade. Sartre:
A viscosidade é repugnante em si como uma experiência primária. Uma criança que mergulhe a mão num pote de mel fica instantaneamente envolvida na contemplação das propriedades formais dos sólidos e dos líquidos e da relação essencial entre a experimentação subjetiva do eu e o mundo líquido. O viscoso fica a meio caminho entre o sólido e o líquido. É como um corte transversal num processo de mudança. É estável, mas não flui. É macio, é mole, cede ao toque. Não se pode deslizar na sua superfície. Cola, é uma armadilha, agarra-se como uma sanguessuga; ataca a fronteira entre mim e ele. Os longos fios que escorrem dos meus dedos sugerem a minha própria substância escorrendo para dentro de uma poça viscosa. Mergulhar a mão na água provoca uma impressão diferente: o eu permanece sólido. Mas tocar em qualquer coisa viscosa é correr o risco da diluição na viscosidade.
--------------------------------
Em passar sua vagínula sobre as pobres coisas do chão, a
lesma deixa risquinhos líquidos...
A lesma influi muito em meu desejo de gosmar sobre as
palavras
Neste coito com letras!
Na áspera secura de uma pedra a lesma esfrega-se
Na avidez de deserto que é a vida de uma pedra a lesma
escorre. . .
Ela fode a pedra.
Ela precisa desse deserto para viver.
Que a palavra parede não seja símbolo
de obstáculos à liberdade
nem de desejos reprimidos
nem de proibições na infância,
etc. (essas coisas que acham os
reveladores de arcanos mentais)
Não.
Parede que me seduz é de tijolo, adobe
preposto ao abdomen de uma casa.
Eu tenho um gosto rasteiro de
ir por reentrâncias
baixar em rachaduras de paredes
por frinchas, por gretas - com lascívia de hera.
Sobre o tijolo ser um lábio cego.
Tal um verme que iluminasse.
Manuel de Barros
http://www.youtube.com/watch?v=-rbwEdN8j80
A viscosidade é repugnante em si como uma experiência primária. Uma criança que mergulhe a mão num pote de mel fica instantaneamente envolvida na contemplação das propriedades formais dos sólidos e dos líquidos e da relação essencial entre a experimentação subjetiva do eu e o mundo líquido. O viscoso fica a meio caminho entre o sólido e o líquido. É como um corte transversal num processo de mudança. É estável, mas não flui. É macio, é mole, cede ao toque. Não se pode deslizar na sua superfície. Cola, é uma armadilha, agarra-se como uma sanguessuga; ataca a fronteira entre mim e ele. Os longos fios que escorrem dos meus dedos sugerem a minha própria substância escorrendo para dentro de uma poça viscosa. Mergulhar a mão na água provoca uma impressão diferente: o eu permanece sólido. Mas tocar em qualquer coisa viscosa é correr o risco da diluição na viscosidade.
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Em passar sua vagínula sobre as pobres coisas do chão, a
lesma deixa risquinhos líquidos...
A lesma influi muito em meu desejo de gosmar sobre as
palavras
Neste coito com letras!
Na áspera secura de uma pedra a lesma esfrega-se
Na avidez de deserto que é a vida de uma pedra a lesma
escorre. . .
Ela fode a pedra.
Ela precisa desse deserto para viver.
Que a palavra parede não seja símbolo
de obstáculos à liberdade
nem de desejos reprimidos
nem de proibições na infância,
etc. (essas coisas que acham os
reveladores de arcanos mentais)
Não.
Parede que me seduz é de tijolo, adobe
preposto ao abdomen de uma casa.
Eu tenho um gosto rasteiro de
ir por reentrâncias
baixar em rachaduras de paredes
por frinchas, por gretas - com lascívia de hera.
Sobre o tijolo ser um lábio cego.
Tal um verme que iluminasse.
Manuel de Barros
http://www.youtube.com/watch?v=-rbwEdN8j80
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