De repente, não mais que de repente...
desejar o eterno retorno,
novamente isso de novo.
mergulhar na brisa e encontrar a bruma,
gostinho de mato doce na boca.
com braços amigos entrelaçados sobre o peito,
e nas pontas dos dedos nascendo margaridinhas,
abrindo-se em botão.
alucinógenos ou psicotrópicos?
o momento, estava ali!
encontrei o que procurava!
estou a.p.a.i.x.o.n.a.d.a pela vida!
estou entre amigos!
não há poder ou palavra.
não há gosto mais doce.
não há medos de cortes,
nem de interrupções de fluxos.
ninguém é vítima de ninguém.
não há maior beleza!
posso sentir a leve espessura da bruma
ao penetrar a noite: um bom encontro!
apenas um bom encontro!
silêncio!
deixemos as sentimentalidades na brisa, nos olhos.
as palavras não darão conta de revelar nada sobre as intensidades.
beijo-os nos olhos como se eu fosse uma fada
para que sonhem... enfim como deuses que são.
Namastê (o deus em mim, saúda o deus em ti)
lesmari