Sim! O arrebatamento sim! Vivaz, necessário, potente. Mas, no caminho do homo ludes importa também esta esfera da entrega consciente para a brincadeira da vida. É o tal encontro entre um pensamento consciente ativado pelo próprio ser em direção a um não-ser. A um ser parte do jogo, a um ser parte da vida.
O teatro não é terapia, mas se for bom teatro. Teatro bem feito é terapêutico.
Interessa-me muito falar deste homem primitivo, que concebe bem a entrega para seu papel no ritual. Sem perder a relação com o agora e ao mesmo tempo abrindo o tempo, fazendo buracos na existência, não só dele, mas também de quem o vê e se relaciona com ele.
Percebo assim como uma forma de, por aquele tempo, rasgar o endurecimento “dos reais” e conectar-se com os possíveis.
És o homo ludes escapando e mostrando na precariedade a possibilidade de criar aqui.
Onde estão os homo ludes?
Talvez agora eles cantem lá fora!
lesmari
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