terça-feira, 20 de abril de 2010

a experiência da humanidade singularizada

Neste rio onde corre um tronco de árvore solto estão todos os antigos.
Os que vieram antes e também os que vieram depois.
E, principalmente, aqueles outros que não sabem nada sobre o tempo!
levantar os braços nesta nuvem-cone e saltar no olho do furacão!
Experiência de vida intensificada. Vívida! Experiência de deserto e de não saber.

Talvez seja o que é próprio da arte: passar pelo finito e reencontrar, restituir o infinito! (Deleuze)

arte é caos 'enquadrado'. mantendo-se caos enquanto durarem seus suportes: a voz, a tinta, o olhar...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Meigo assassinato em Lisboa

Como matar Platão em mim? Um leve assassinato?
Meigo assassinato em Lisboa.
Um enforcamento. certamente com o povo em praça.
ou a força de meus dedos envolta do pescoço.
uma delícia! depois gargalhar como numa embriaguez.
pobre beleza do belo... do guarda Belo talvez?!
da lei que expulsou do delírio-paraíso de conter estar contigo.
aí! respirar! nenhuma culpa em manipular meus personagens sobre a planta baixa da casa.

e este lodoso, cristalino e fedorento lago de Narciso. como secar a água?
escoar, dar vazão para outro lugar. para o mar. corrente sagrada dos orixás.
deixando apenas o fundilho da lago a mostra. Negra terra preta. e pintar o corpo com isso. ser da tribo o pagé. Místico louco e amado.

lesmari

Performer Joseph Beuys (1921-1986): o que interessa não é o narcisismo, mas a ferida narcísica.

Joseph Beuys via a arte com potencial de auto-cura e transformação social. Ele acreditava que através de rituais, poderia assumir o papel de um xamã moderno e transformar o mundo em torno dele.

“The whole process of living is my creative act.” (O meu ato criativo é todo o processo da vida)