terça-feira, 9 de setembro de 2008
das vísceras
Tenho ouvido minhas vísceras rangendo quando me deito na solidão escura. Sombra infinita de dormir. Horizonte de descobertas tensões. Acolho os sentimentos do lado direito e tudo se entorna como um barco de tripulação pendular. Deitamos todos nós na escuridão da noite. Alguns usam roupas de tempestade, outros, crianças perdidas na caixa de areia da pracinha. O que daria eu por um cais seguro? Pelo cheiro conhecido da pele esticada com escamas da barriga de minha mãe? Ai! Minha mãe! Ai! Meu pai! Este esclarecimento de que não vai dar tempo de curar todas as faltas! Que mundo neurótico, doente estes das lesmas que moram na minha barriga. A lesma lenta e pegajosa... Insana, desapercebida e extrema com sua pele lisa de pura percepção. É quase dentro... dentro sem casca, sem casa, sem proteção. Hoje o relógio frenético disparou no dentro que é fora da lesma. Bate acelerando o compasso e me impulsionando a apertá-lo para tentar algum acolhimento possível. Isso dói!
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