Um chão de lesma-escuro. Isolado. Um canto qualquer de mato violado por dejetos, obras inacabadas, projetos de pura desistência, covardia.
Num canto qualquer, pedaços de pessoas.
Sobras, restos de desejo misturados a covardia-culposa-Makbet.
Estaremos sós no delírio e não daremos conta do fascismo.
Sim! O dragão “não deves”!
Vomita as bolas de fogo e queima as vísceras delicadas.
Deveria ter mentido. Deveria ter-me feito fazer o personagem.
Enganando os outros, enganaria a mim mesmo.
Eu era forte e poderosa no enganar os outros.
Tipo... eu sei: - “não deves!”.
Eu deveria saber.
Deveria ser.
Deveria contar com isso.
Deveria ter mentido.
Não deveria ter dançado nua enquanto amanhecia.
Não deveria ter amado os homens errados.
Deveria saber calcular.
Deveria ser professora.
Deveria não ter medo.
Deveria ser menos orgulhosa.
Não deveria sentir tanto meu próprio estômago.
Tem uma faca presa nas minhas costas.
Lesmari e a faca
Um comentário:
talvez seja o caso de uma necessária cirurgia espiritual, encorporado de lygia clark!
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